Redação Hypeness
© Yuri Ferreira
Luzes de terremoto
Na noite do último dia 15 de março, luzes iluminaram o céu da cidade de Sendai, no Japão, durante um grave terremoto de 7.3 pontos na escala Richter. O evento sísmico, que ocorreu na costa de Fukushima, causou esse fenômeno curioso no céu que levantou muita atenção nas redes sociais.
Luzes de terremoto acabaram trazendo questões ao redor da internet: o que é esse fenômeno e por que ele ocorre?
Não foram registradas mortes ou danos graves às cidades atingidas, mas o terremoto foi sentido em quase todo o leste japonês, inclusive na capital, Tóquio.
Veja imagens do terremoto e das luzes:
SHOCKING: Huge flashes seen in the sky as 2 million homes in #Japan left without power after 7.3 earthquake pic.twitter.com/CfjXcb5Lmv
— GBN (@GBNfeed) March 16, 2022
O que são as luzes de terremoto?
O fenômeno das luzes de terremoto é observado na humanidade desde o século 17. Entretanto, os flashes de luzes são relativamente raros e ainda existem muitas controvérsias sobre a sua explicação, que, para muitos, segue é um mistério. Nos últimos anos, com o advento das câmeras de vigilância e meteorologia, novos registros visuais foram feitos e analisados.
O fenômeno ganha o nome de EQL (Luzes de terremoto em tradução livre) dentro dos meios acadêmicos. Um artigo de 1998, publicado na revista Japanese Journal of Applied Physics, propõe que as luzes ocorrem por conta do movimento tectônico das rochas de quartzo em um fenômeno denominado ‘piezoelétrico’.
“Quando a natureza causa movimentos em alguns tipos de rocha, algumas cargas elétricas são ativadas. É como se ligassem a bateria da crosta terrestre. Essas descargas elétricas podem se combinar e criar um plasma elétrico, que consegue viajar em velocidades muito altas e acabam indo diretamente para atmosfera, criando algo parecido com uma espécie de raio, como aquele das nuvens”, explica à National Geographic Friedemann Freund, professor adjunto de física da Universidade de San Jose, nos EUA, e pesquisador sênior no Centro de Estudos Ames, da NASA.
Esse é o mesmo fenômeno registrado na Nova Zelândia:

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